14/07/2011

Uma bela lição

Recebi este texto de Mário Quintana, de uma amiga de coração !
Penso que ilustra, a coragem, e a força, de um povo, (mesmo Quintana, sendo um grande pensador,jornaista e poeta Brasileiro), ficam-nos as raízes, e a força de ser de um povo quase igual.

Perante a minha anterior postagem, este texto sem duvida, vai ao encontro de "que mesmo que te deitem abaixo", oh pá.. VIVE !!
Agradecida minha amiga ......


Só um lembrete do Quintana ...

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo: Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'
Mário Quintana

JÁ CHEGA PÁ !!!!

Portugal passou a lixo, segundo a Moody’s. Sobre esta novidade, e com uma expressão bem Portuguesa, eu "já cá se me começa a rebentar os "petos" com "lete", ou seja, tambem eu tenho vontade de dizer a estes senhores, que ainda eles nem sonhavam sequer andar nas "bolinhas" dos respectivos paizinhos, já nós eramos uma Nação ! Uma Nação forte e determinada, feita de Homens e Mulheres de coragem, que levaram a nossa cultura Alem-Mar, que descobriram os territórios onde todos eles agora assentam os seus delicados traseiros, e ganham milhões, a nos porem no "lixo". 

Certo, temos crise, certo todos estamos no mesmo barco,mas comparar uma Nação como Portugal, a "lixo", só para fazer subir interesses Dolar, ora sinceramente meus senhores , Deus queira que um dia destes não fiquem sem olfacto, de tanto cheirarem a vossa própria porcaria!!

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O texto que se segue é da autoria do Jornalista Tiago Mesquita

Em www.expresso.pt, do dia 8/07/2011 

Nível da Moody´s desce de ranho para escarro

www.expresso.pt
Há muito que pensava fazê-lo mas andei, conscientemente, a protelar a decisão com pena desta agência. Sei que passam dificuldades e em alturas de aperto há que ter piedade destas almas que tudo estão a fazer para segurar o barco e que tão bem fazem à economia mundial (em especial no que respeita à zona euro). São amigos e nestas ocasiões quase sempre o coração tolda a razão. Contudo, e após os últimos desenvolvimentos: "agência Moody's cortou o rating de Portugal em quatro níveis, de Baa1 para Ba2, considerado "lixo" e com perspetivas de revisão futura negativa" que o Expresso noticiou perdi definitivamente a paciência.
A dúvida que restava era se a descida se verificaria de ranho para vómito ou directamente para esgoto. Nem uma coisa nem outra. Fiquemo-nos pelo escarro. Daqueles que vêm lá do fundo, acompanhados do barulho gutural e arrepiante, ritual tradicional no cimo dos andaimes de uma qualquer obra. Olhamos para cima e vemos uma coisa esverdeada a descer a uma velocidade vertiginosa até atingir o chão. O solo estremece ao sentir o impacto. É nestas alturas, quando ouço a cuspidela, que gostava de ver a gravidade inverter-se e assistir à gosma a entrar directamente na boca de onde saiu ou quem sabe aterrar na fronha de quem a abriu, acompanhada de um bilhetinho a dizer: "e se deixasses de ser carroceiro?" O mesmo gostaria que acontecesse à Moodys´s - mas com o bilhetinho: "E se deixassem de ser cretinos?"
Mas adiante. Isto foi só um aparte para perceberem o meu sentimento pelo escarro - nobre arte tipicamente portuguesa, e pela Moody´s - tipicamente empenhada em destruir a credibilidade do nosso país e suas instituições, em conjunto com as outras duas agências de alterne financeiro, e que é a partir de hoje oficialmente uma agência de nível escarro, com uma descida de Baa1 para Bai2 pró3 C4... e por aí fora.
 Uma pergunta para os arautos da economia, esses génios que todo o santo dia nos entopem com dissertações quase sempre indecifráveis: estamos a fazer o quê na zona euro? O que fazemos nós agrafados a este tipo de agências de notação financeira? Não estaríamos muito melhor sem elas ou com uma europeia? Que venha novamente o escudo, o tostão, o berlinde ou outra porcaria qualquer para eu ir comprar bolachas e cheerios. Portugal não precisa disto para nada. Continuamos impávidos e serenos a aturar agências que trabalham a soldo dos americanos numa guerra estúpida entre moedas. Os elos mais fracos são Portugal e Grécia e é por aí que estes nojentos atacam. Nós somos, e parece que gostamos de ser, o lixo. Mas atenção! Não somos um lixo qualquer. Somos o lixo europeu. E isso não é para qualquer um. Viva o lixo. Viva Portugal.

                                Essa Agência Americana! (hino Anti-Moody's)


Mas........ há sempre uma solução para tudo,e a minha é esta,







09/01/2011

O regresso de Eunice Muñoz!


Teatro: O regresso de Eunice Muñoz!

O Ano do Pensamento Mágico é o título da peça encenada por Diogo Infante e que marca o regresso de Eunice Munõz aos palcos.
Assinalando o regresso aos palcos de Eunice Muñoz já estreou na Sala Garrett do Teatro Nacional Dona Maria II, a peça O Ano do Pensamento Mágico .
Encenada por Diogo Infante, Eunice Munõz regressa com um exigente monólogo baseado nas memórias de Joan Didion que depois de visitar a filha, internada com uma infecção generalizada, perde o marido durante o jantar, vítima de um ataque cardíaco.
Dirigida a maiores de 12 anos, O Ano do Pensamento Mágico tem cerca de uma hora e dez minutos de duração, sem intervalo. A encenação é de Diogo Infante e a música de João Gil.
Para assinalar o regresso aos palco, precisamente, onde se estreou há 68 anos, é tambem inaugurada a exposição Eunice Muñoz - Retrato(s) de uma Actriz.

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Uma peça de JOAN DIDION baseada nas suas memórias
Tradução PEDRO GORMAN

Encenação -  DIOGO INFANTE
Cenografia e figurino -  CATARINA AMARO
Desenho de luz -  MIGUEL SEABRA
Música original -  JOÃO GIL interpretada ao Piano por RUBEN ALVES
Vídeo -  PEDRO MACEDO
Cabelo - MARINA CRUZ
Com - EUNICE MUÑOZ
Assistente de encenação - LÍDIA MUÑOZ
Assistente pessoal de Eunice Muñoz - RITA SIMÕES
Maquilhagem - JOANA ISFER
Direcção de cena - PEDRO LEITE
Ponto - CRISTINA VIDAL
Operador de som -  SÉRGIO HENRIQUES
Operador de luz -  FELICIANO BRANCO
Maquinistas -  MARCO RIBEIRO, PAULO BRITO, RUI CARVALHEIRA
Produção -  TNDM II

A coragem de Tição - Luis Represas



Luís Represas aventurou-se na escrita de um livro infanto-juvenil. “A Coragem de Tição” surgiu da reunião de dois factores “essenciais” – a “paixão” pelo mar e pelos cavalos. Numa “era de desresponsabilização”, o fundador dos Trovante pretende, com esta história, transmitir uma série de valores “que se estão a perder”.

Daniel Pinto Lopes
Jornalista

No imediato não se recorda de como lhe surgiu a ideia de escrever um livro. Após uma pequena reflexão conclui ter-se tratado da junção de dois elementos – a sua “paixão” pelo mar e pelos cavalos.

Sentou-se ao computador e, “sem saber porquê”, começou a escrever. “Não tinha objectivos concretos”, refere o músico ao Expressões Lusitanas. À medida que foi redigindo, a narrativa tomou “algumas características de um livro infanto-juvenil”. Ao mesmo tempo, Luís Represas pretendia que a história fosse “transversal”, permitindo aos pais ter “algum prazer” quando estão a contar aos filhos.

Tição é um cavalo-marinho preto e o protagonista da trama. “É uma criança com todas as suas características”, tais como “a necessidade de arriscar”, “explorar o desconhecido” e o “prazer da aventura”, factores que desencadeiam a “desobediência” e a “prevaricação”. “Todas as crianças e adolescentes têm esta necessidade”, acrescenta Luís Represas.

O livro tem uma série de valores “à mão de semear”, mas não de uma forma “impositiva”. “Estão lá para quem os quiser agarrar e tratam-se de valores que se estão a perder”, considera. A solidariedade, honestidade, cumplicidade, o reconhecimento do erro, a responsabilidade e a responsabilização, o amor e a paixão são alguns deles.

“O grande acto de coragem de Tição é o reconhecimento do erro e das suas fraquezas perante todos e a sociedade, através da sua auto-crítica. Espero que esta lição passe para quem lê. Estamos numa era em que a desresponsabilização é crescente e esses valores são cada vez mais inexistentes”, assevera Luís Represas.

Escrever um livro é um “exercício completamente diferente”, sobretudo para quem está habituado a redigir histórias “condensadas em três minutos numa canção” durante 30 anos de carreira no mundo da música.

Para já, Luís Represas não consegue garantir se esta é uma experiência única ou para continuar. “Vamos ver. Há tanto caminho para andar e tantas coisas para fazer. Tudo pode acontecer”, disse.

“A Coragem de Tição” conta com as ilustrações de Catarina França e foi lançado pela Dom Quixote.

publicado por Expressões Lusitanas